domingo, 6 de novembro de 2011

pierrot, le fou (O Demônio das Onze Horas)

É um filme fofo, com ares de Bonnie & Clyde, mas com enredo nonsense, poético e até musical. Jean Paul Belmondo é Pierrot (que se chama Ferdinand - e repete isso o filme todo) e foge de sua vida formal (tem esposa e filha), com Marianne, a lindíssima Anna Karina.

Marianne está envolvida com o tráfico de armas (ou é seu irmão?) e junto com Pierrot, correm, andam, dirigem, se amam, brigam de Paris até o mar Mediterrâneo. Ele se interessa por livros, ela por música. Os dois sempre perdem dinheiro, trapaceiam, roubam. 

No meio de tudo isso, há espaço pra citações literárias e momentos de extrema doçura, como este:



Tem dias assim... Você só conhece idiotas. Então começa a se olhar no espelho e a ter dúvidas sobre si mesmo.

- Sim, é isso que me deixa triste: a vida é tão diferente dos livros. Gostaria que fossem iguais -- clara, lógica, organizada... Mas não é.
- Sim, é mais do que as pessoas pensam.
- Não, não é, Pierrot.
- Meu nome é Ferdinand.

A vida pode ser triste, mas é bela.

A linguagem poética brota da ruína.
Qual o objetivo em entender tudo? Somos feitos de sonhos e os sonhos são feitos de nós. É um belo dia, meu amor, nos sonhos, nas palavras e na morte. É um belo dia, meu amor. É um belo dia na vida.

2 comentários:

tatiana disse...

nunca vi nada do gorard.
baixando djá.

Manu disse...

assiste Viver a Vida!

(vc não viu acossado no curso de cinema?)

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