quarta-feira, 4 de agosto de 2010

desprezo do ouro se compra

Insone, possesso, quase feliz, pensei que não existe nada menos material que o dinheiro, já que qualquer moeda (uma moeda de vinte centavos, digamos) é, a rigor, um repertório de futuros possíveis. O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro. Pode ser uma tarde nos arredores, pode ser uma música de Brahms, pode ser mapas, pode ser xadrez, pode ser café, pode ser as palavras de Epicteto, que ensinam o desprezo do ouro; é um Proteu mais versátil que o da ilha de Faros.
J. L. Borges - o zahir

O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro.

O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro.

O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro.

O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro.

O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro.

O dinheiro é abstrato, repeti, o dinheiro é tempo futuro.

E com esse mantra, sigo com a máscara da revisora alegre. Borges é integração da loucura à vida. Tasca pirar nos parágrafos, à primeira vista, tão indecifráveis do homem que dizia escrever autobiograficamente. Ele nunca poderia imaginar a salvação que viria a ser na vida de uma tosca garota que nem sabe falar nenhuma de suas línguas.

Um comentário:

Edu Sukys disse...

O dinheiro é futuro, trabalhamos por dinheiro, ou seja, no futuro estaremos na mesma merda pra poder viver bem no futuro...kkkk...é isso ou viajei? Aproveito pra dizer que chego amanhã em sp, e vou te levar o convite do cha de bebe ai de sp, pra vc e o daniel.

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